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quinta-feira, outubro 21, 2010

Sobre "ATRAVÉS DE", "DEVIDO A" e "ONDE"


LINGUAGEM MÉDICA
 
ATRAVÉS DE
        Através de é locução prepositiva formada do advérbio através e da preposição de. Conforme registram os léxicos da língua portuguesa através de significa: "de um lado para outro lado", "de ponta a ponta", "ao correr de", "por entre", "no decurso de". Expressa, portanto, a idéia de movimento, de passagem, de transposição, de deslocamento no espaço ou transcurso no tempo, seja concretamente, seja sob a forma de metáfora.
        Não é correto empregar através sem a preposição de. Através as matas, através o vidro, através os anos, são construções próprias da língua francesa, portanto galicismos. Através deve sempre acompanhar-se da preposição de; assim, nos exemplos acima, as formas corretas são: através das matas, através do vidro, através dos anos.[1][2]
        A locução através de vem sendo usada abusivamente em textos médicos, nem sempre de forma adequada, em substituição a outras preposições e locuções prepositivas mais apropriadas.
        São corretíssimas frases como: "O sangue flui através das veias"; "os leucócitos migram através da parede dos capilares"; "a absorção intestinal se processa através das vilosidades"; "a imagem obtida por ecografia através dos tecidos"; "a experiência acumuladaatravés dos anos"; "muitos termos anatômicos procedem do grego através do latim".
        O mesmo já não se pode dizer de frases como estas: "o intestino é preso à parede através do mesentério"; "o diagnóstico pode ser feito através da biópsia"; "o tratamento é feito através do uso de antibióticos"; "através destes achados pode-se concluir...", "através de testes sorológicos demonstrou-se a presença de anticorpos".
        A redação alternativa adequada seria: "o intestino é preso à parede pelo mesentério"; "o diagnóstico pode ser feito pela biópsia"; "o tratamento é feito com o uso de antibióticos"; "destes achados pode-se concluir"; "mediante testes sorológicos demonstrou-se a presença de anticorpos".
        Napoleão Mendes de Almeida condena acrimoniosamente tanto o galicismo através o, como o uso da locução através de no agente da passiva: "Constitui horripilante galicismo a omissão da preposição. Deve-se dizer através do rádio, jamais através o rádio". "Não menos horripilante é o emprego de através de no agente da passiva". E conclui: "Vezes há em que a simples preposição por ou a preposição de expressam suficiente e completamente a idéia sem o pelintra através de".[1]
Referências bibliográficas

1. ALMEIDA, N. M., Dicionário de questões vernáculas, São Paulo, Ed. "Caminho Suave" Ltda., 1981.
2. BARRETO. M., Novos estudos da língua portuguesa, 3 ed. fac similar. Rio de Janeiro INL-Presença, 1980, p. 483 

Publicado no livro Linguagem Médica, 3a. ed., Goiânia, AB Editora e Distribuidora de Livros Ltda, 2004..

Joffre M de Rezende
Prof. Emérito da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás
Membro da Sociedade Brasileira de História da Medicina
e-mail: jmrezende@cultura.com.br
http:www.jmrezende.com.br 

LINGUAGEM  MÉDICA
DEVIDO A
        Devido é particípio passado do verbo dever. Acompanhado da preposição a pode converter-se em forma preposicional.[1]
        O particípio flexiona-se em gênero e número para concordar com o substantivo. Ex.: "A dispnéia, nestes casos, é devida à (e não devido a) congestão pulmonar". "Os efeitos colaterais, devidos à (e não devido a) hipersensibilidade, impediram a continuação do tratamento".
        O uso de devido a como locução prepositiva, sem a flexão do particípio, é condenado pelos puristas da língua, embora seja de uso frequente. "Por amor da correção, porém", diz Vittorio Bergo, "cumpre seja evitado semelhante uso, desde que ao particípio devidonão corresponda um substantivo com o qual concorde".[2]
        Mesmo aceitando-se como correta a locução prepositiva devido a sem a flexão do particípio, o seu uso repetitivo e monótono, como forma única de expressão de causalidade, deve ser evitada, pois a nossa língua é rica de expressões eqüivalentes, tais como por (pelo, pela), graças a, por causa de, em razão de, em resultado de, em vista de, em função de, em virtude de, secundária a, em decorrência de (ou decorrente de), em conseqüência de (ou conseqüente a)e outras menos apropriadas à linguagem científica, comomercê de, por obra de, etc.
        Seguem alguns exemplos de frases, colhidas em textos médicos, nas quais a locução prepositiva devido a poderia ser substituída com evidente ganho estilístico:
        "Os espaços intercostais se retraem durante a inspiração devido a (pela) contração dos músculos acessórios".
        "A digestão só é possível devido à (graças à) ação da bile".
        "A palpação foi difícil devido à (por causa da) defesa abdominal".
        "Alguns cirurgiões preferem esta técnica devido à (em razão de) sua maior segurança".
        "Na anemia falciforme o baço se atrofia devido a (em resultado de) múltiplos infartos".
        "Devido ao (Em vista do) pequeno número de dados, a análise estatística não oferece resultados confiáveis".
        "Os íons Na+ e Cl- difundem-se passivamente para fora dos túbulos devido ao (em função do) gradiente de concentração".
        "Deve-se considerar a possibilidade de esofagite actínica devido à (decorrente da) cobaltoterapia".
        "A insuficiência renal aguda devido à (secundária à) mordedura de cobra pode exigir hemodiálise.
        Por vezes suprime-se a preposição a, o que desfigura ainda mais a frase, como nos exemplos seguintes:
        "Devido o (Em virtude do) tempo decorrido, houve negativação das reações sorológicas".
        "A recuperação pós-operatória do paciente foi lenta devido o (em decorrência de) seu mau estado geral".
        "Devido a (Em conseqüência da) hemorragia uterina, a paciente entrou em choque hipovolêmico".
        "A diarréia, devido a (conseqüente à) má absorção, caracteriza-se por fezes volumosas e fétidas".
        "Devido (Por) não ser possível a colocação de sonda enteral, optou-se pela jejunostomia".

Referências bibliográficas
1. MACHADO FILHO, A.M. - Coleção "Escrever Certo", 2.ed., vol. V. São Paulo, Boa Leitura Ed., 1966, p.226.
2. BERGO, V., Erros e dúvidas de linguagem, 5.ed. Juiz de Fora, Ed. Lar Católico, 1959, p. 132

Publicado no livro Linguagem Médica, 3a. ed., Goiânia, AB Editora e Distribuidora de Livros Ltda, 2004..

Joffre M de Rezende
Prof. Emérito da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás
Membro da Sociedade Brasileira de História da Medicina
e-mail: jmrezende@cultura.com.br
http:www.jmrezende.com.br


LINGUAGEM MÉDICA
ONDE
        Onde é advérbio de lugar ou, segundo as gramáticas mais modernas, advérbio-pronome[5]ou advérbio pronominal relativo,[6] que deve ser usado no sentido locativo, isto é, quando o antecedente contém a idéia de local.
        Exemplos de uso adequado:
        "O estímulo atinge o nó atrioventricular onde sofre um atraso em sua transmissão".
        "As modificações genitais da gravidez ocorrem principalmente no útero, onde o ovo se nida".
        "O tecido adiposo é um reservatório onde se depositam calorias em excesso".
        "A niacina é armazenada em todos os tecidos onde o metabolismo é mais intenso".
        "O laboratório onde são feitos os exames está inteiramente automatizado".
        O emprego de onde como pronome relativo, em substituição a em que, no(a) qual, nos (as) quais, segundo o (a) qual, segundo os(as) quais, deve ser evitado.[7]
        Exemplos de uso inadequado (colhidos em textos médicos):
        "Existem casos onde (em que) o tratamento pode evitar seqüelas.
        "Há um grande número de enfisematosos, onde (nos quais) predomina a bronquite".
        "Dentre as causas de febre devem ser lembradas as neoplasias, onde (nas quais) geralmente não há infecção".
        "Procedemos de acordo com a técnica, onde (segundo a qual) a semeadura é feita em tubos de cultura"
        Nó atrioventricularúterotecido adiposotecidos, e laboratório, designam locais, cabendo, portanto, o emprego do advérbio pronominal onde.
        Processoenfisematososdiarréia e técnica não se referem a locais, o que torna impróprio o emprego do advérbio pronominal onde.
        Em algumas construções em que se emprega onde seguido do verbo haver, seria muito mais simples o uso da preposição com, como nos dois exemplos seguintes:
        "Em hemopatias onde há hemólise, a febre nem sempre está relacionada com infecção".
        Redação sugerida: "em hemopatias com hemólise, a febre nem sempre está relacionada com infecção".
        "A intolerância à lactose deve ser cogitada em todos os casos onde haja sintomas digestivos sem substrato orgânico".
        Redação sugerida: "A intolerância à lactose deve ser cogitada em todos os casos com sintomas digestivos sem substrato orgânico".
        Deve-se evitar ainda o emprego de onde sempre que houver dubiedade de sentido. Ex.: "A lâmina própria é invadida por infiltrado inflamatório onde predominam as células mononucleares". O sentido não é claro; tanto pode ser o de que o infiltrado inflamatório é rico em células mononucleares, como o de que o infiltrado invade a lâmina própria nos locais em que predominam as células mononucleares.

  
Referências bibliográficas

1. ROCHA-LIMA, C.H., Gramática normativa da língua portuguesa, 31.ed.. Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 199l, p. 333
2. BECHARA, E., Moderna gramática portuguesa, 31.ed., São Paulo, Cia. Editora Nacional, 1987, p. 154
3. MARTINS FILHO, E.L., Manual de redação e estilo. 3.ed. São Paulo, Editora Moderna, 1997, p.204.
  Publicado no livro Linguagem Médica, 3a. ed., Goiânia, AB Editora e Distribuidora de Livros Ltda, 2004..   

Joffre M de Rezende 
Prof. Emérito da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás 
Membro da Sociedade Brasileira de História da Medicina 
e-mail: jmrezende@cultura.com.br 
http:www.jmrezende.com.br 

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sexta-feira, julho 24, 2009

Ode "An die Freude"

Komponisten: Beethoven, Ludwig van: Texte: Ode "An die Freude"

Ode "An die Freude"

Finale der Symphonie No. 9, Text: Friedrich Schiller

Freunde, nicht dieser Töne!
Sondern lasst uns angenehmere
anstimmen, und freudenvollere!

Freude, Schöner Götterfunken,
Tochter aus Elysium,
Wir betreten feuer-trunken,
Himmlische, dein Heiligtum!

Deine Zauber binden wieder,
Was die Mode streng geteilt;
Alle Menschen werden Brüder,
Wo dein sanfter Flügel weilt.

Wem der grosse Wurf gelungen,
Eines Freundes Freund zu sein,
Wer ein holdes Weib errungen,
Mische seinen Jubel ein!

Ja, wer auch nur eine Seele
Sein nennt auf dem Erdenrund!
Und wer's nie gekonnt, der stehle
Weinend sich aus diesem Bund!

Freude trinken alle Wesen
An den Brüsten der Natur;
Alle Guten, alle Bösen
Folgen ihrer Rosenspur.

Küsse gab sie uns und Reben,
Einen Freund, geprüft im Tod;
Wollust ward dem Wurm gegeben,
Und der Cherub steht vor Gott.

Froh, wie seine Sonnen fliegen
Durch des Himmels Prächt'gen Plan,
Laufet, Brüder, eure Bahn,
Freudig, wie ein Held zum Siegen.

Freude, schöner Götterfunken,
Tochter aus Elysium,
Wir betreten feuer-trunken,
Himmlische, dein Heiligtum!

Deine Zauber binden wieder,
Was die Mode streng geteilt;
Alle Menschen werden Brüder,
Wo dein sanfter Flügel weilt.

Seid umschlungen, Millionen!
Diesen Kuss der ganzen Welt!
Brüder über'm Sternenzelt
Muss ein lieber Vater wohnen.

Ihr stürzt nieder, Millionen?
Ahnest du den Schöpfer, Welt?
Such'ihn über'm Sternenzelt!
Über Sternen muss er wohnen.

Komponisten: Beethoven, Ludwig van: Texte: Ode "An die Freude"
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quarta-feira, junho 03, 2009

Reflexão sobre a percepção de valor intríseco

Recebi este texto por email. acho que vale a leitura:
Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer.

Eis que o sujeito desce na estação do metrô: vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a
tocar
com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.

Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.

Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.

Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.

A experiência, gravada em vídeo <
http://br.youtube.com/watch?v=hnOPu0_YWhw>
http://br.youtube.com/watch?v=hnOPu0_YWhw , mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino.

A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.

A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.

Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.

Esse é um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas que são únicas, singulares e a que não damos a menor bola porque não vêm com a etiqueta de seu preço. O que tem valor real para nós, independentemente de marcas, preços e grifes? É o que o mercado diz que você deve ter, sentir,
vestir ou ser?

Essa experiência mostra como, na sociedade em que vivemos, os nossos sentimentos e a nossa apreciação de beleza são manipulados pelo mercado, pela mídia e pelas instituições que detém o poder financeiro.

Mostra-nos como estamos condicionados a nos mover quando estamos no meio do
rebanho. Mostra-nos, ainda, que a maioria das pessoas só valorizam aquilo que está
precificado
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segunda-feira, maio 04, 2009

Glimpses of World History by Jawaharlal Nehru

Aproveitando a moda "das Índias" que tem permeado nosso, já convalescido, intelecto popular, andei procurando alguma informação sobre um indiano, que desde minha infância desperta minha curiosidade, graças aos bons programas da TVE canal 2. Trata-se do Ex-Primeiro ministro da Índia Jawaharlal Nehru (1889-1964), Pai da também Ex-Primeira Ministra da Índia Indira Gandhi (1917-1984).

Nehru quando esteve preso pelo Império Brintânico(1930-1933) escreveu um conjunto de 196 cartas a sua jovem filha (Indira Ghandi). As cartas começam, com uma que ele escreve para o aniversário de sua filha dizendo, que por não poder mandar de presente um "bem material", já que estava na prisão, então ele tentaria mandar algo que ele "pode pagar", ou seja, uma série de cartas do fundo de seu coração.

Abaixo traduzi um fragmento do texto de Nehru, extraído do comentário de um leitor ao site da Amazon .

Para citar o que Nehru escreveu em 28 de fevereiro de 1933, "... Desta forma, o capital americano ganhou o controle eficaz destes pequenos países do sul e gerenciou os seus bancos, ferrovias e minas, os explorou em seu próprio benefício. Mesmo nos maiores países da América Latina tiveram grande influência devido a seus investimentos e controle monetário. Ou seja, os Estados Unidos anexa a riqueza, ou uma grande parte dela, desses países. Agora, isso é interessante notar, como é um novo tipo de império, o tipo de império moderno. Ele é invisível e econômico, explora e domina, sem sinais evidentes. As repúblicas sul-americanas são politicamente e internacionalmente livres e independentes. No mapa são países enormes, e não há nada para mostrar que eles não estão livres em qualquer forma. E, no entanto, a maioria deles são completamente dominados pelos Estados Unidos."

A maioria de nós pensam que os impérios são como foi o britânico na Índia e imaginamos que se os ingleses não estavam  no real controle político da Índia, a Índia seria livre. Mas este tipo de império já está morrendo e dando lugar a um modelo mais sutil e aperfeiçoado. O tipo de império não anexa a terra, mas apenas a riqueza ou elementos produtores de riqueza do país dominado, e ao fazê-lo, pode explorá-lo plenamente, em seu próprio benefício, e pode controlá-lo amplamente, E ao mesmo tempo, não tem de assumir qualquer responsabilidade de governar e reprimir esse país. Com efeito, tanto a terra como  as pessoas que ali vivem são dominadas e controladas em grande parte com a menor quantidade de problemas."

Outra coisa que é importante citar, que Nehru escreveu estas cartas por não concordar com a forma com que a História era tratada nos colégios da Índia, onde sua pequena Indira estudava, e queria deixar um estudo mais amplo sobre este conhecimento que ele julgava tão importante.

E você, o que você deixará para o seu filho? E o que seria uma herança de valor?

A responsabilidade pela EDUCAÇÃO de um filho é, única e exclusivamente, dos pais e de mais ninguém. O colégio pode ensinar um conjunto comum de matérias. mas mesmo a um ótimo colégio não pode ser delegado a responsabilidade de EDUCAR ou mesmo CRIAR um filho.
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terça-feira, abril 28, 2009

Momento Português: A vírgula e a conjunção “e”

De modo geral, não cabe o emprego da vírgula juntamente com a conjunção aditiva “e”, pois nesse caso ambos os elementos estarão funcionando como conetivos no mesmo lugar. Contudo, há casos em que é possível a presença da vírgula juntamente com o “e” e em outros ela não só é possível como necessária. Vejamos alguns deles:

• A vírgula indica que a palavra ou expressão que a segue, depois do "e", é sujeito de outra oração, distinto do da oração anterior – Exemplo: “Geralmente, já foram fixados os preços, e as tabelas não podem ser alteradas”. Repare que “os preços” e “as tabelas” são sujeitos de predicados diferentes (foram fixados e não podem ser alteradas). Sem a vírgula, na leitura rápida, pode parecer que se trata de sujeito composto (já foram fixados os preços e as tabelas). Outro exemplo: “Os executivos usam carros da empresa, e microônibus levam os demais empregados ao trabalho”. Neste caso, a ausência da vírgula propiciaria leitura tal que faria com que “microônibus”, sujeito de “levam”, fosse entendido como complemento de “usam”, juntamente com “carros da empresa”. Vírgula obrigatória.

• Há intenção de se enfatizarem componentes de série coordenada – Exemplo: “Houve muitos episódios notáveis na Guerra do Paraguai, como Humaitá, e Itororó, e Avaí, e Itá-Ibaté, e Angostura, e outros tão ou mais importantes”. Assim encadeada a série, ressalta-se cada elemento em particular. Vírgula facultativa, na dependência de se querer ou não produzir a ênfase mencionada.

• Destaque de oração ou expressão intercalada – Exemplos: “Esse eixo semântico, e trata-se exatamente disso, possui grande generalidade”, “O padre repreendeu, e era perfeitamente o caso, o comportamento impróprio de alguns paroquianos” e “O aluno foi chamado e, aparentando tranqüilidade, apresentou-se ao diretor”. Pode-se retirar a oração ou a expressão encaixadas sem prejuízo do sentido da oração principal. Observe que, como se trata de intercalação, há duas vírgulas, uma antes e outra depois do elemento intercalado. Vírgula facultativa.

• Separação de aposto do “e” – Este caso é semelhante ao anterior, mas a particularidade é que se trata de aposto, que nem sempre precisa estar entre vírgulas, como em “Nosso primeiro imperador foi D. Pedro I, o “Defensor Perpétuo do Brasil”. Na hipótese de o aposto ser “interno”, ou seja, não ser seguido por ponto, deve ser ladeado por vírgulas, mesmo que à segunda se siga a conjunção “e”. Exemplos: “Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente eleito, e sua equipe reúnem-se hoje” e “Karl Marx, autor de O Capital, e Friedrich Engels são ideólogos do marxismo”. Vírgula obrigatória.

• Vírgula antes do “e” quando a coordenação que o antecede é muito longa – Essa vírgula indica pausa respiratória. Exemplos: “Eliane, Afonso e Wagner fizeram longa viagem até Brasília, e decidiram descansar lá por uns dias” e “Vila Bela da Santíssima Trindade é município localizado no oeste de Mato Grosso, e é ponto de partida para muitas expedições de pesca”. Vírgula facultativa.

Como informação de caráter prático, saiba que se coloca vírgula depois do “e” somente se há intercalação depois dele. Evidentemente, se se trata de intercalação, temos aí duas vírgulas: uma antes e outra depois do elemento ou oração intercalada. Exemplo: “Norma chegou e, exultante, logo foi contando as novidades”. Se também houver intercalação antes do “e”, este ficará entre vírgulas, como em “Renato pediu informações, muito aflito, e, em seguida, dirigiu-se à Prefeitura”.
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quinta-feira, março 26, 2009

O Captain! My Captain!

Walt Whitman (1819–1892). Leaves of Grass. 1900.

O CAPTAIN! my Captain! our fearful trip is done;
The ship has weather’d every rack, the prize we sought is won;
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring:
But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.




O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;
Rise up—for you the flag is flung—for you the bugle trills;
For you bouquets and ribbon’d wreaths—for you the shores a-crowding;
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head;
It is some dream that on the deck,
You’ve fallen cold and dead.



My Captain does not answer, his lips are pale and still;
My father does not feel my arm, he has no pulse nor will;
The ship is anchor’d safe and sound, its voyage closed and done;
From fearful trip, the victor ship, comes in with object won;
Exult, O shores, and ring, O bells!
But I, with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
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quinta-feira, janeiro 29, 2009

digital-photography-school

http://digital-photography-school.com/


O site do DPS tem dicas fantásticas, vale a pena dar uma olhada!
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