Acabo de ver um filme... Mais um daqueles filmes de violência enlatada de Hollywood no meu videocassete. Após ter pressionado STOP seguido de um REW no fim do filme me fez divagar interessantemente:
Semana passada eu chegava à casa de uma tia minha, luddita inveterada, quando ao olhar para a tevê
Após uma pausa para o meu estarrecimento, fiz-lhe uma longa dissertação de como usar a tecla STOP antes de usar REW para rebobinar uma fita, mesmo já acreditando que seria uma dissertação ao vento.
Bem ela já tem um histórico bem complicado visto que as máquinas de lavar dela duram 2 anos em média (são 3 pessoas ao todo na casa!!!).
Máquinas e tia me fizeram lembrar da ultima sequência de filmes que acabamos de ver no cinema(matrix 2, Terminator 3) e ainda o IA, filme de Stanley Kubrick dirigido por Spielberg.
Para quem não sabe, LUDDITA era o nome usado para denominar os trabalhadores que destruíam máquinas das fábricas no início da revolução industrial que quando interrogados pelo culpado ato, apontavam para um boneco desenhado na parede chamado de Ned Ludd.
O curioso é que eu penso que todos esses filmes falando sobre a revolução das máquinas, contam estórias sobre uma batalha que na verdade começou por volta de 1750 com a criação das maquinas, esta guerra que vem sendo ganha pelas máquinas, que destruiu não a vida, mas os postos de trabalhos antes ocupados por uma imensa quantidade de operários. E assim as máquinas começaram a dominar, ainda de forma primitiva, pois ao invés de inteligência artificial, o poder econômico e a inteligência de um grupo de humanos, os donos das fábricas, eram usados para vencer esta batalha.
Batalha esta, de uma guerra que vem sendo travada há aproximadamente 250 anos. Desta mesma época é um invento interessante: o tear mecânico (1785), introduziu um dispositivo novo que causou uma evolução para as maquinas: o Cartão perfurado. Que como asas para cobra, adicionou a capacidade de reter informações a um dispositivo já era capaz de tomar decisões.
O que habita a fantasia humana atualmente é a duvida: Será que as máquinas podem por a existência humana em risco por sua própria decisão?.
Seria um plano das máquinas abandonar a estupidez humana e utilizar a sua própria inteligência para finalmente extinguir a humanidade? Acho que não, pois a estupidez humana é um recurso abundante e barato.
Seria o analfabetismo digital ou até mesmo a inépcia digital uma evolução genética de alguns indivíduos, uma ação desesperada da nossa raça para gerar o que no futuro seriam a resistência do exterminador do futuro ou a população de Zion em Matrix?
Será que nós incluídos digitais, Geeks e pesquisadores, não somos a maior arma das maquinas contra a humanidade?
É estranho acordar e perceber que o meu PC ocupa lugar na minha lista de preocupações pessoais, como problemas pessoais... e que problemas na maquina afeta o meu equilíbrio emocional.
Sinto-me mais ou menos como uma vitima de assimilação dos Borgs, espero que não seja tarde.
Não me tornei luddita, não peço para que nos tornemos ludditas. Criem maquias! Criem! Mas com a devida cautela, respeite a humanidade, não a ponham em risco, seja fisco, seja social, seja econômico, parte ou toda humanidade, em qualquer que seja a escala, nenhuma vida é desprezível, assim como nenhum ponto da escala de desrespeito é tolerável. Responsabilidade, esta seja a nossa ética.
Antes de criar pensem nas leis de Asimov.
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